Sign In
Destaques; WHAT'S!UP
Uma “diva” na TAP

​​​ 

Campina, “a voz”, “a nossa diva” ou simplesmente Sara. São vários os nomes e as expressões carinhosas pelas quais Sara Campina é designada pelos colegas da Central de Reservas da TAP, onde trabalha há praticamente quatro anos. Lembra-se de programas como “ Os Principais” ou o “Dá-me Música” da RTP? É seguidor atento do Festival Eurovisão da Canção? Então, recordar-se-á com toda a certeza desta voz de Lisboa, nascida há 29 anos e já com 21 de carreira.​​​

Do gravador de cassetes ao musical “Amália”

Sara Campina quis sempre ser artista. Começou a cantar cedo por casa, mas também para as amigas e para os colegas de escola nas festas de Natal. “Adorava as luzes, o palco, os aplausos. Ficava arrepiada com os aplausos. A minha mãe dizia sempre: ‘esta miúda vai ser artista. Não vale a pena contrariar’”, recorda Sara com um sorriso. Nesta altura, munida de gravador e cassetes, Sara gravava one woman shows, nos quais cantava, fazia de apresentadora e ainda de público. O entusiasmo, o talento e a persistência de Sara levaram os pais a apoiar e a incentivar a pequena cantora, com a exigência de que a escola não fosse descurada e de que as notas fossem sempre altas. Uma vez que estas não desceram, Sara iniciou-se com apenas oito anos nas lides do espetáculo, no programa “Os Principais” da RTP, onde interpretou foneticamente “Baby Can I Hold You” de Tracy Chapman. Aos 12 anos venceu a segunda série do programa e, graças às emissões da RTP Internacional, passa a ser reconhecida um pouco por todo lado, inclusivamente em Espanha. Quis o fado que Sara se sagrasse com o tema “Povo Que Lavas no Rio” e que Amália Rodrigues falecesse nesse mesmo ano. Filipe La Féria convida-a a integrar o musical “Amália”, no qual deu vida a uma ainda criança Celeste Rodrigues, irmã da fadista entretanto desaparecida. É neste espetáculo que Sara aprofunda a sua paixão por musicais e reflete sobre as suas primeiras dificuldades enquanto adolescente no meio artístico: o peso e a responsabilidade de representar para audiências enormes e a conotação quase exclusiva do seu nome ao fado. Sempre com o apoio dos pais, Sara conseguiu relativizar estas questões, sem perder a sua infância. “Na primária, os meninos diziam aos pais: - ‘Olha, é a minha amiga cantora’. Já na adolescência, instalou-se um sentimento de alguma estranheza entre os meus colegas, porque faltava muito às aulas e tirava boas notas na mesma. No entanto, ultrapassei isto tudo”.

Musical-amália-2.png 

A “Morte em Veneza” como inspiração

Os 18 anos aproximavam-se e Sara Campina, como tantos outros jovens, estava indecisa sobre a carreira a escolher. O coração oscilava entre Teatro no Conservatório de Lisboa e a Literatura. Thomas Mann, com a sua obra “Morte em Veneza”, um livro icónico para Sara, acaba por influenciar a sua escolha. Ingressa na Faculdade de Letras, na Universidade de Coimbra, no curso de Línguas e Literaturas Modernas. É também esta obra que lhe desperta o interesse pela língua alemã, um idioma que considera “muito interessante, exótico e falado por poucos”. Como era já um hábito na sua vida, Sara passa a conjugar a vida académica em Coimbra com o trabalho que tem na capital. Os estudos passam a coexistir com o espetáculo “Cabaret”, encenado por Diogo Infante, no Teatro Maria Matos, o programa “Dá-me Música”, transmitido pela RTP, e ainda aulas de Inglês que leciona a crianças. À margem da licenciatura, continua a participar em workshops de teatro e não prescinde das aulas de canto. “Faltava muito na Faculdade. Foi difícil conjugar Lisboa com Coimbra, mas tive muitos colegas que me ajudaram e os professores foram extraordinários. Isto só é possível com muita ajuda”.

É neste período que Sara se apercebe da força que a representação pode ter. No final de uma das sessões de "Cabaret", em que interpretou Sally Bowles, recebe um fã entusiasmado. Anos mais tarde, vê-lo-ia a atuar no musical "A Pequena Sereia", no Teatro Politeama. Invertem-se os papéis e à conversa com o jovem ator, no final do espetáculo, Sara apercebe-se de que a sua carreira foi uma inspiração para que também este jovem seguisse o seu sonho.

Cabaret Sally Bowles texto.jpg 

"Não dá para viver só do Teatro em Portugal"

Sara regressa a Lisboa com uma licenciatura no bolso. No entanto, as explicações de Inglês que vai ministrando, a escassez de trabalho nos palcos da capital e a convicção da importância de uma atividade paralela à vida artística trouxeram Sara à companhia aérea nacional. Thomas Mann abre-lhe, uma vez mais e indiretamente, as portas da Companhia, visto Sara ser fluente em Alemão. A sua mestria linguística e sua extraordinária capacidade de comunicação não passam despercebidas e Sara começa a trabalhar na Central de Reservas da TAP. “A minha formação enquanto artista aplica-se perfeitamente a esta função, no sentido de tentar criar empatia a partir do primeiro contacto com os Passageiros. A forma de conduzir a conversa e de colocar a voz é determinante para a satisfação do Cliente”, assegura Sara. A sua voz é sobejamente elogiada, mas também a sua simpatia, disponibilidade e profissionalismo. Uma alteração de reserva que se revelou complicada, na sequência de um problema de saúde de um Passageiro, terminou com um elogio do próprio e um convite para conhecer a respetiva casa em Nova Iorque, nos EUA, bem como a de Tourém, na terra natal do Passageiro. Coincidência ou não, Sara acabou por visitar esta vila portuguesa, no âmbito de um dos muitos concertos que tem dado pelo país fora. Ultimamente, acompanha Mónica Sintra e, sobretudo, Toy como cantora de apoio, o que lhe traz uma grande satisfação. Discordando da depreciação frequente deste estilo de música popular, Sara afirma perentória que se diverte muito nestes concertos. “É um estilo de música como qualquer outro e as pessoas, muitas vezes, não têm noção dos espetáculos fantásticos que são. Para além disso, viajo muito, conheço sítios incríveis de Portugal, pessoas fabulosas. Sou feliz e isso é o que mais me interessa”.

Agora, mais do que nunca, a ajuda dos colegas com quem trabalha é essencial. Para que a artista possa conjugar o seu horário de trabalho na TAP com os concertos e, também, com as inúmeras dobragens que faz para desenhos animados, muitos colegas trocam voluntariamente o respetivo turno de trabalho com Sara. Foi também este espírito de entreajuda que permitiu a Sara viajar até Copenhaga para defender as cores nacionais no Festival da Eurovisão de 2014, como back vocal da cantora Susy.

Em duas décadas, “a nossa diva” já participou em vários musicais, dramas e comédias. “Recebo muitos convites para peças de teatro, mas não consigo conciliar os horários, porque exigem grandes temporadas a trabalhar”. No entanto, dedicar-se aos palcos a tempo inteiro não é uma possibilidade para Sara: “não dá para viver só do Teatro em Portugal. Nem pensar!".

Talvez esta seja uma das muitas razões que levam Sara a cantar. Do pop ao jazz, passando passando pelas marchas populares, mornas em crioulo e por uma banda de tributo aos anos 80, Sara Campina visita todos os estilos, numa corrida sem cansaço, em nome do sonho e da arte. “A arte é importantíssima para a nossa formação, seja música, teatro ou literatura. A arte ajuda-nos a construir seres humanos melhores”. E, como tal, deseja muito ser mãe, sobretudo se o filho for artista. “Independente de ser rapaz ou rapariga, adorava que soubesse cantar. Gostaria muito de poder fazer duetos com um filho meu”.

 

11 dezembro 2018

Clique para abrir

09 novembro 2018

Clique para abrir

04 outubro 2018

Clique para abrir

07 setembro 2018

Clique para abrir

07 agosto 2018

Clique para abrir

05 julho 2018

Clique para abrir

20 junho 2018

Clique para abrir

06 junho 2018

Clique para abrir

07 maio 2018

Clique para abrir

13 abril 2018

Clique para abrir

05 março 2018

Clique para abrir

20 fevereiro 2018

Clique para abrir

05 fevereiro 2018

Clique para abrir

22 janeiro 2018

Clique para abrir

08 janeiro 2018

Clique para abrir

22 dezembro 2017

Clique para abrir

07 dezembro 2017

Clique para abrir

24 novembro 2017

Clique para abrir

20 novembro 2017

Clique para abrir

10 novembro 2017

Clique para abrir

27 outubro 2017

Clique para abrir

13 outubro 2017

Clique para abrir

29 setembro 2017

Clique para abrir

15 setembro 2017

Clique para abrir

01 setembro 2017

Clique para abrir

31 julho 2017

Clique para abrir

21 julho 2017

Clique para abrir

17 julho 2017

Clique para abrir

07 julho 2017

Clique para abrir

28 junho 2017

Clique para abrir

23 junho 2017

Clique para abrir

12 junho 2017

Clique para abrir

02 junho 2017

Clique para abrir

26 maio 2017

Clique para abrir

12 maio 2017

Clique para abrir

08 maio 2017

Clique para abrir

28 abril 2017

Clique para abrir

13 abril 2017

Clique para abrir

31 março 2017

Clique para abrir

17 março 2017

Clique para abrir

03 março 2017

Clique para abrir

17 fevereiro 2017

Clique para abrir

02 fevereiro 2017

Clique para abrir

19 janeiro 2017

Clique para abrir

05 janeiro 2017

Clique para abrir

08 dezembro 2016

Clique para abrir

24 novembro 2016

Clique para abrir

10 novembro 2016

Clique para abrir

27 outubro 2016

Clique para abrir

13 outubro 2016

Clique para abrir

04 outubro 2016

Clique para abrir

29 setembro 2016

Clique para abrir

15 setembro 2016

Clique para abrir