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2016 em revisão e os desafios para 2017

 

2016 está a acabar e esta é a época de olhar para trás, rever o ano que passou e preparar o que está a chegar. Falámos com Miguel Carvalho, Piloto-Chefe, que não tem nada menos que inspirador a dizer. Com paixão pelo trabalho e pela Companhia, o sucesso em 2017 será garantido.

Fale-nos um pouco de si e do seu percurso na TAP. Como começou? Sempre quis ser piloto?

Creio que pertenço àquele grupo pouco original dos que sempre quiseram ser Pilotos. Desde que me lembro que assim é. Ainda guardo desenhos meus de “miúdo” onde os aviões estavam sempre presentes. Quando entrei na adolescência descobri uma banda desenhada fascinante sobre as aventuras dum Piloto da USAF (Força Aérea dos EUA) – Buck Danny. O meu pai fazia o favor de trazer os álbuns de fora, porque cá não havia (hoje em dia já vi à venda na FNAC). Creio que li a coleção toda. Foi nessa altura que tomei consciência que queria ser Piloto militar.

Aos 18 anos, quando estudava no ISEF (Instituto Superior de Educação Física), a atual Faculdade de Motricidade Humana, concorri à Força Aérea (FAP) e tive a sorte de entrar. Foram anos que me marcaram e inspiraram. A FAP vivia um bom momento e respiravam-se na altura valores como honra, camaradagem, integridade, espírito de equipa, sentido de missão. Fui feliz na Força Aérea. Em 1989 (no século passado), quando era instrutor de T37 na FAP, a TAP abriu concurso para Pilotos. Concorri. Tive novamente sorte e entrei.

Na TAP voei o Boeing 737 durante 7 anos. Depois disso passei por todos os Airbus que a companhia teve. Foram 11 anos como copiloto e já vou com 16 de Comando. Em 2004 convidaram-me para ser instrutor na Frota do A320 e desde então foram surgindo muitos desafios nas Operações de Voo da TAP – Coordenador da instrução do A320, Chefia de Frota A320, Piloto Chefe e Gestor do programa EFB.

Tenho dado o melhor de mim para bem servir a TAP e os Pilotos. É uma enorme honra mas sobretudo um constante desafio a full time. Não há tréguas nem descanso e cada dia é diferente. Tenho aprendido muito.

Durante a sua carreira, há algum episódio que o tenha marcado e que queira partilhar?

Há muitos episódios que me marcaram. Normalmente perduram os momentos positivos, mas também há os menos bons. Destes últimos há que retirar as necessárias lições. Começo por contar um episódio mais… “difícil”. Era dia 19 de Janeiro de 2013 e instalou-se em Portugal continental uma tempestade severa com chuva, trovoada e ventos fortíssimos que chegaram aos 120Km/h. As previsões meteorológicas não eram boas mas nada que se parecesse com o que acabou por acontecer. Como tal os voos descolaram com destino a Lisboa. Nessa madrugada não dormi. Sabia que vinham a caminho todos os nossos voos de longo curso e alguns de médio (os de África). Os Pilotos iam chegar cansados e deparar-se com uma tempestade que não previam e duma dimensão e intensidade fora do comum. Fiquei imensamente preocupado e com um frustrante sentimento de impotência para ajudar. Fui fazendo o que podia e ia contactando por mensagens ACARS com os Comandantes que vinham a caminho. Costuma-se dizer na aviação que quando as coisas correm mal é sempre preferível estar no chão. Porém, naquele dia eu sentia que o meu lugar era ao lado das tripulações e estranhamente lembro-me que desejei estar no ar. Os nossos Pilotos desse dia foram verdadeiros Heróis! Eu assistia a tudo através do HERMES e do Flight Radar. Assisti aos “borregos”, tentativas, esperas, aos voos a divergir para destinos alternativos onde o tempo era igualmente severo. Pouco podia fazer. Felizmente todos aterraram em segurança. Fiquei tão emocionado e orgulhoso que redigi um e-mail que enviei para todos os Pilotos da TAP e que dizia:

(…) É um tremendo orgulho que sinto por ser colega dos profissionais que hoje operaram nos aeroportos nacionais, principalmente Lisboa, com condições meteorológicas extremamente adversas. Todos cumpriram! Com margens mais reduzidas, mas em segurança e bem. Têm cumprido sempre os que se veem ao longo do ano confrontados com as mais delicadas situações. A TAP e os nossos passageiros (ainda que enjoados) estarão certamente muito agradecidos. Mesmo que não saibam. Nós sabemos por eles. Hoje foi daqueles dias em que preferiríamos estar cá em baixo em vez de voar lá em cima. São raros, estes, eu sei. Ou não teríamos escolhido esta profissão.”

Como avalia o ano de 2016, numa perspetiva global (TAP) e particular (PNT)?

2016 foi o ano do começo da nova TAP. Um ano de mudança e que como tal traz incertezas, receios mas também, e sobretudo, esperança. Todos esperam uma TAP grande e competitiva ao nível que merece. Os colaboradores da TAP sabem que há enorme potencial cá dentro. Só precisam que lhes indiquem o “caminho certo”.

Os Pilotos em particular tiveram um desempenho fantástico. Não apenas no plano técnico, mas como líderes das equipas que são as tripulações da TAP. Em conjunto, estas equipas fazem verdadeiros milagres perante as contingências e irregularidades do dia-a-dia da operação. Diria que os Pilotos se posicionam como um grupo com que a empresa pode contar para os desafios vindouros. No fundo, acredito que se passe o mesmo com as outras classes profissionais da TAP.

 

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