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Expertise da TAP na Rolls-Royce

​A nova frota de Longo Curso da TAP

2018 marcará a história da TAP como um ano de modernização e expansão da sua frota, tanto no médio, como no longo curso. No que respeita ao longo curso, o processo está especificamente ligado à integração na frota do novo modelo da Airbus, o A330neo.

O sufixo “neo” no modelo indica-nos de imediato que se trata de uma evolução do A330, mas revela também a sua principal diferença para o seu antecessor, dado que “neo” é também acrónimo para New Engine Option. A Rolls-Royce desenhou um motor de raiz para ser utilizado exclusivamente no Airbus A330neo, dando origem ao motor Trent 7000.

Por sua vez, o modelo anterior A330 da Airbus foi “rebatizado” de A330ceo (Current Engine Option) para facilitar a distinção entre os dois tipos de avião.

Trent 7000 – o motor do Airbus A330neo

A TAP, ao ser a primeira companhia do mundo a operar o avião Airbus A330neo, será também o primeiro operador dos novos motores Trent 7000.

Este novo motor traz consigo bastantes diferenças em relação aos tipos de motores de gerações anteriores. Comparando com o motor Trent 700 (motor da Rolls-Royce que equipa o A330ceo), o Trent 7000 é um motor de maiores dimensões (97.5 polegadas versus 112 polegadas). Relativamente a performance, o Trent 7000 consegue desempenhar a sua função, consumindo menos combustível (menos 10%).

Contudo, a introdução de um novo avião/motor requer cuidados adicionais e uma preparação mais focada na antecipação dos desafios inerentes à sua operação. Nesta perspetiva, a Rolls-Royce convidou um elemento do corpo de engenharia da TAP ME para acompanhar a fase final do programa de desenvolvimento do Trent 7000 na Rolls-Royce, em Derby (Reino Unido).

O objetivo desta colaboração foi claramente traçado, baseando-se na integração desta nova tecnologia com a realidade da operação e de manutenção numa companhia aérea, estabelecendo o elo entre a perspetiva do operador e a idealização do projetista. Esta simbiose, estabelecida mesmo antes de o produto ser lançado, potenciará a criação de mecanismos de previsão, planeamento e resposta rápida perante eventuais disrupções relacionadas com o motor.

Após análise do âmbito do projeto, a Manutenção e Engenharia da TAP decidiu que David Martins Lopes seria o engenheiro a representar a TAP na Rolls-Royce, dada a experiência já adquirida no acompanhamento da manutenção e operação dos motores da frota A330ceo, onde se inclui o modelo Trent 700.

 

O projeto na Rolls-Royce – Lifecycle engineering

Já na Rolls-Royce, David Martins Lopes integrou a equipa de Lifecycle Engineering que centraliza todo o conhecimento sobre o motor, proveniente do acompanhamento do ciclo de vida do mesmo: desde a sua conceção ao fim de vida. E é através da explicação da sua participação neste projeto que ficamos a saber que este núcleo é também responsável por identificar riscos associados ao potencial de falhas e a avaliação do seu impacto em várias vertentes, das quais o próprio destaca: a operação e a disponibilidade do avião, a manutenção e as modificações ao motor e suas unidades, e o planeamento de tarefas de manutenção.

Para além desta análise de falhas, o Lifecycle Engineering tem também a responsabilidade de otimizar processos de manutenção, na perspetiva de aliviar o operador na execução de tarefas, com vista ao aumento da disponibilidade do avião para operação. Tal é atingido através da utilização de motores de teste que permitem simular tarefas de manutenção, levando ao desenvolvimento de ferramentas ou de métodos que agilizem o trabalho.

Apesar de ainda não estar em operação, a Rolls-Royce, em conjunto com a Airbus, tem desenvolvido testes em banco de ensaio e testes em asa com o objetivo de simular a operação real do par avião-motor. Os dados extraídos destes resultados são fundamentais para a análise dos potenciais riscos de falha e para a definição das ações de mitigação correspondentes.

Para esta análise, são também considerados dados de motores similares que estejam em operação e o feedback dos diversos operadores de outros tipos de motor. É neste último ponto que a presença de um elemento da TAP ME na Rolls-Royce ganha importância, integrando o projeto com a visão da manutenção, visando uma otimização dos processos.

A apreciação que David faz desta experiência é que se trata de uma colaboração recíproca entre a TAP ME e a Rolls-Royce. A TAP fica na posse de conhecimentos sobre as especificações de manutenção requeridas para o motor antes de começar a operação, retribuindo com conhecimentos necessários e proveitosos na definição e otimização de tarefas e ações de mitigação apropriadas à realidade de uma companhia aérea.

Continuidade da colaboração entre a TAP e a Rolls-Royce

A entrada em serviço do Airbus A330neo não fará cessar a colaboração com o fabricante, até porque o trabalho desenvolvido até esse marco tem um carácter preparatório, tanto para a TAP, como para a Rolls-Royce.

O reconhecimento do trabalho até agora desenvolvido terá possibilitado a integração do serviço operacional da Rolls-Royce (Operational Service Desk) no programa, o que irá permitir uma maior agilidade de resposta numa eventual disrupção não planeada.

Por outro lado, a operação da TAP, e de outras companhias, dará continuidade ao projeto, mas já adaptado a esta nova realidade. A expetativa de David é que quando regressar a Lisboa e monitorizar o comportamento do motor em asa poderá identificar novas oportunidades de otimização com base na operação real, assim como trocar experiências com outros operadores de A330neo.

Para David Martins Lopes este feedback será fundamental, para que a Rolls-Royce possa afinar processos, e, eventualmente, desenvolver modificações ou novas metodologias que ajudem a melhorar o produto e o serviço.

 Vincent Savarin (Project Engineer responsável pela equipa de Lifecycle Engineering para o Trent 7000) à esquerda, Bob Holden (Customer Manager para a TAP) ao centro e David Martins Lopes (Especialista de Motores da TAP)

A experiência na Rolls-Royce: o testemunho na primeira pessoa

Acerca da sua presença na Rolls-Royce, em Derby, Reino Unido, a representar a TAP, David Martins Lopes conta que «a equipa onde fui inserido preparou a minha chegada com bastante antecedência, levando a uma adaptação rápida e natural. Pouco tempo após a minha chegada à Rolls-Royce, percebi também que é uma empresa com uma cultura direcionada para a segurança e bem-estar dos seus trabalhadores. São desenvolvidas diversas campanhas de sensibilização para a temática, abordando-a em várias ocasiões, desde as reuniões de equipa a apresentações gerais da empresa.

Em termos de participação, apesar da “posição de cliente” não ter sido nunca descurada, fui sempre tratado como um membro da equipa. Percebi que as minhas intervenções são tidas em consideração no desenvolvimento de soluções. O facto de não ser um elemento passivo reforçou a minha relação de confiança com os membros da Rolls-Royce. Este nível de confiança será crucial para que a operação do motor possa corresponder às expectativas futuras.

O programa de desenvolvimento do Trent 7000 foi definido em elevados padrões de exigência, tanto a nível de calendário como a nível de maturidade de produto, sendo considerado o programa mais ambicioso de sempre da Rolls-Royce.

A exigência não foi apenas pautada pelo calendário e maturidade do produto, mas também pelo nível de performance imposto no projeto. Como já foi referido, este motor traz consigo um aumento significativo de eficiência comparativamente aos motores do A330ceo e, por exemplo, quem já assistiu à operação do A330neo poderá confirmar que se trata de um motor silencioso.

Contudo, cometer-se-á um enorme erro ao assumir que estamos na presença de um produto perfeito, sem possíveis falhas. Na verdade, o verdadeiro desafio começará após a entrada em serviço, em que o conceito dará lugar à realidade e teremos de estar preparados para essa adaptação, apesar dos dados disponíveis já nos possibilitarem um certo grau de antecipação.

É exatamente nesta vertente, em que a o grau de confiança atingido possibilitará a continuação da colaboração conjunta, entre a Rolls-Royce e a TAP, no desenvolvimento de soluções com o objetivo de tornar o motor fácil de manter e de operar, levando a uma elevada disponibilidade do avião.

O facto de a TAP ser o primeiro operador mundial do Airbus A330neo e, assim, do motor Trent 7000, traz consigo desafios acrescidos. Alguns desses desafios têm vindo a ser antecipados e preparados. Outros apenas surgirão durante a realidade da operação e nesse momento a colaboração da Rolls-Royce será uma vantagem.

Apesar de antecipar este período de adaptação, estou convicto que este tipo de motor traz consigo uma progressão tecnológica desafiante e promissora.»

 

 

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