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Alexandra Reis é a nova Chief Procurement Officer da TAP

Foi anunciada, no passado dia 29 de setembro, a nomeação de Alexandra Margarida Vieira Reis para o novo cargo de Chief Procurement Officer da Companhia. Em entrevista à WHAT'S|UP, deu a conhecer um pouco de si e do seu já longo percurso profissional, e apresenta as linhas orientadoras das ações que pretende desencadear agora que se encontra no comando desta área recém-criada.

 
 

Quem é a Alexandra Reis? O que é que a distingue e qual o seu percurso profissional? Como é que este projeto na TAP encaixa hoje na sua história profissional?

Gosto de uma boa conversa, música e viagens. Mãe de gémeos, 2 rapazes pré-adolescentes e de um cão, o Miró.

Tento sempre aliar a minha a energia e capacidade de fazer acontecer com o rigor dos passos firmes. Considero que na minha vida profissional tenho conseguido fazer isso. Tive o privilégio de participar em projetos de grande impacto, que me ajudaram a crescer e que têm contribuído para enfrentar os desafios que se avizinham na TAP.

Engenheira eletrónica e com um MBA de formação, tenho trabalhado desde sempre em empresas com um forte cunho tecnológico e operacional, como a PT, a REN e, mais recentemente, a NetJets, empresa líder em aviação privada. Comecei por trabalhar em áreas operacionais, no terreno a colocar redes de telecomunicações em serviço, mais tarde vendas, e foi em 2002 que surgiu o convite para fazer parte da equipa da PT, que estava a centralizar todas as aquisições do Grupo. Foi um projeto muito desafiante, de grande transformação com forte impacto na organização e cuja aprendizagem, anos mais tarde, me ajudou muito quando assumi a responsabilidade de criar a área de compras do Grupo REN. Antes disso, na PT, tive ainda oportunidade de coordenar a equipa de desenvolvimento de negócio da PT Investimentos Internacionais, onde desenvolvi projetos de Merger & Acquisition, sobretudo no mercado africano. Foi uma fase da minha carreira muito rica. África tem uma realidade muito diferente da nossa, e todos os projetos, todos os investimentos têm que ser adaptados àquela realidade. Como vender telemóveis se não há energia elétrica para os carregar?

Após a REN, na NetJets assumi a responsabilidade da Área de Compras para a Europa, com todos os desafios inerentes à oferta de um serviço premium aos clientes, com elevados padrões de qualidade e On Time Performance, num mercado muito concorrencial e com grandes pressões em termos de custos.

E a TAP? Penso que este mundo da aviação nos deixa um gostinho especial e nada melhor do que fazer parte deste projeto de transformação de uma empresa que nos diz tanto a todos nós.


Em que consiste, resumidamente, o cargo de Chief Procurement Officer?

O Chief Procurement Officer tem a responsabilidade de liderar uma equipa cuja missão é a de encontrar soluções eficientes de compra e aprovisionamento de todos os bens e serviços necessários à atividade da TAP.

Quando falamos de eficiência das soluções, temos que ter em conta uma perspetiva de curto prazo em que o balanço custo/qualidade são os critérios mais relevantes, mas também uma perspetiva de longo prazo em que os aspetos da sustentabilidade da cadeia e os impactos internos transversais têm de ser considerados. Mais do que nos focarmos no custo imediato da aquisição temos que perceber todo o contexto, identificar qual o problema que pretendemos resolver e fazer uma gestão eficaz da relação da TAP com os fornecedores. Por outro lado, temos que imprimir agilidade na nossa forma de trabalhar, promover uma cultura de serviço na empresa, e não apenas no que diz respeito aos nossos clientes mas também na forma como as áreas da empresa se relacionam entre si. Tudo isto pautado por um conjunto de critérios éticos que nos assegurem sustentabilidade no longo prazo.


Quais as áreas que irá liderar? Quais são os desafios que a esperam?

Eu irei liderar a atual equipa de negociação e compras, atualmente conhecida por Logística, à qual se juntarão novas valências para que possam de facto executar a sua função de uma forma mais global. A área de Procurement ficará organizada em três grandes áreas igualmente importantes: uma área de sourcing estratégico, organizada por categorias, que liderará os processos de procurement, desde a previsão das necessidades até ao fecho e registo das condições comerciais e ainda realizando a gestão da relação com o fornecedor; uma área de eficiência e processos, que terá a responsabilidade de definir e implementar os processos que contribuem para a eficiência e agilidade que falávamos antes; e uma última área de supply chain management, responsável pela gestão das encomendas, inventários, logística e gestão de armazéns.

Os desafios da área de Procurement serão os da própria TAP, ou seja, atuar num mercado muito competitivo em busca permanente por avenidas de maior rentabilidade, eficiência e otimização de custos. É importante que a área seja capaz de criar na organização um momentum que mobilize cada um dos colaboradores da TAP a olhar de forma crítica para as despesas que temos. Sejam estas despesas investimento ou custos, são realmente necessárias? Asseguram a melhor utilização dos fundos da companhia? Gerir bem os recursos da empresa é responsabilidade de todos nós. Cada “tostão” conta!

Do ponto de vista de negociação, o Procurement tem de ser capaz de vencer os tradicionais pensamentos de que não há alternativas, tem que ser capaz de promover um espírito crítico e pensar novas formas de atingir os resultados pretendidos, sempre em grande articulação com as áreas de negócio.


Para si, qual é a importância que uma área de compras tem para o sucesso de um negócio de transporte aéreo?

Comprar bem é uma das peças chave de qualquer organização, assim como produzir/entregar serviço e vender. No caso da TAP, a importância das compras é amplificada pelo facto de 75% dos custos da empresa serem originadas em Fornecimentos e Serviços Externos (sem contabilizarmos a aquisição das aeronaves). Do lado do mercado temos muita concorrência e se não estivermos permanentemente à procura de melhorias, rapidamente somos ultrapassados.

Comprar bem neste contexto vai muito para lá de negociar um bom preço. Começa com cada um de nós, na avaliação criteriosa do que precisamos, de qual o retorno que vamos obter por uma despesa (não esquecendo com certeza o curto e o médio prazo) e controlando a boa execução dos planos. A discussão alargada e profunda de business plans permite tomadas de decisões mais corretas e que suportam o desenvolvimento sustentável do negócio da TAP. De igual forma, a identificação de oportunidades de poupança, aumento de eficiência, melhoria do valor entregue aos clientes, etc., deve fazer parte do nosso quotidiano. Digo muitas vezes: “Os custos são como as unhas: se não cortamos, crescem”.


Quais são os seus objetivos e expetativas em relação à função e o que é que considera crítico para os poder atingir de forma satisfatória?

A minha expectativa é que a área de Procurement se afirme na organização como uma fonte de criação de valor e um parceiro para a execução das estratégias de cada área. Rompendo com qualquer silo que exista, o meu objetivo é que o Procurement coordene os processos de aquisição em estreita interligação com as áreas de negócio, desenvolvendo em conjunto projetos que nos orgulhem a todos.

No curto prazo estamos a organizar a casa, clarificando a organização e as regras de funcionamento e dando às pessoas as ferramentas necessárias para que as possam cumprir de forma ágil. Em paralelo, existem objetivos de revisão dos custos nas categorias chave, no sentido de reduzir a despesa total ou aumentar o valor entregue. Tenho a expectativa que este processo de “varrimento” de categorias, que já iniciámos mas que terá um empurrão adicional em 2018, possa contribuir para uma melhoria na conta de resultados da TAP e no CASK.

Estes objetivos atingem-se com uma equipa forte e tenho confiança de que em conjunto conseguiremos fazer mais e melhor.


Do muito que traz da sua experiência anterior (PT, REN, Netjets), o que é que acha que será mais útil para a TAP?

Acredito que o meu background, experiência profissional e inclusive conhecimento do setor são uma mais-valia para a empresa. Temos muitos desafios pela frente, mas por outro lado temos a massa crítica e a capacidade para os implementar e não podemos correr o risco de deixar passar oportunidades.

A passagem por grandes empresas, algumas com contextos semelhantes ao nosso, permite-me entender melhor o funcionamento de alguns dos nossos processos e ter ideias de como se pode realizar um processo de transformação progressivo e de sucesso. Por outro lado, a passagem pela Netjets faz com que o setor da aviação não seja uma novidade para mim. Conheço os desafios do que compramos, as dinâmicas de mercado, os desafios operacionais e também o que as áreas de negócio necessitam. Temos grandes desafios pela frente.

O que espera que mude nas vidas das pessoas da TAP com estas mudanças no Procurement? E nos clientes da TAP?

O nosso objetivo é que a área de Procurement contribua para uma mudança cultural na empresa. O reforço da área sinaliza que a organização está preocupada com a otimização das suas aquisições, com a eficiência dos seus processos e está a apostar em recursos e ferramentas dedicadas para trabalhar essa preocupação. O nosso objetivo é que todos façam parte deste projeto e sejam parte ativa na liderança e transformação da TAP. Queremos criar valor para a empresa e esperamos que esse valor se traduza numa melhor satisfação das necessidades dos nossos clientes.

 

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