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Paulo Barbosa é o novo Diretor de Inflight Services

Paulo Barbosa acabou de aterrar na TAP, para ser o responsável na recém-criada Direção de Inflight Services, que reportará diretamente ao Diretor de Operações de Voo (DOV) da Companhia, mas em contacto próximo com o Vice-Presidente de Operações (COO - Chief Operational Officer).

Natural do Rio de Janeiro, mostrou-se, na entrevista que deu à WHAT'S|UP, entusiasmado com a sua chegada à companhia aérea que sempre ligou o seu país – o Brasil – a Portugal e à Europa. Sorriu ao falar da luz de Lisboa e prometeu uma relação de proximidade com os tripulantes.

 


Fale-nos do seu percurso profissional, até chegar à TAP.

A minha jornada na aviação começou há aproximadamente 31 anos atrás, quando comecei a trabalhar na Varig. Naquele momento, a Varig era uma empresa nacional do Brasil e nessa altura, ainda muito jovem, percebi que tinha entrado para uma coisa que era a minha verdadeira paixão: a aviação. 

Da Varig, depois de poucos anos, passei para a British Airways, onde passei por grandes momentos na empresa. Foi o momento inicial da privatização e em seguida vários movimentos e mudanças aqui na Europa como um todo. Assisti à criação e consolidação de várias empresas aéreas e à formação dos grandes grupos. 

Nesse longo trajeto da empresa, assisti também ao aparecimento das empresas low-cost, inicialmente as do médio curso e, mais recentemente, as de longo curso. As grandes empresas do médio oriente começaram, entretanto, a ganhar força na Europa.

Assim, podemos ver que foi um trajeto longo. Foram 30 anos de carreira e sempre com o foco na importância dos tripulantes de cabina neste processo de transformação e de criação de uma realidade nova, de satisfação máxima dos nossos clientes.

É com muito orgulho que chego agora à TAP, preparado para enfrentar este novo desafio e para assumir o novo cargo.


Ao longo destes anos, manteve-se como Comissário de Bordo. De que forma é que esta experiência o ajuda neste trabalho direto com os tripulantes?

Eu acho que sempre foi uma coisa essencial e manteve-se uma coisa essencial durante toda a minha carreira. Foram 31 anos de voo, e apesar de grande parte desse período ter trabalhado na área da gestão das tripulações, em escritórios internos, sempre mantive a minha licença de voo, e foi precisamente a entrar nas aeronaves que pude sentir-me próximo dos tripulantes, ouvir as suas questões e entender, em foco e in loco, aquilo que eles passavam. São os tripulantes que me ajudam a criar essa relação muito próxima que faço questão de manter com eles.


Considera, então, importante, que exista uma relação de proximidade entre si e os tripulantes? De que forma está a planear criar esta relação?

Considero fundamental. Nós, todos juntos, os tripulantes, Administração, e a Direção de Inflight Services, vamos trabalhar para criar uma situação muito nova e muito mais promissora, para nós como grupo e para a empresa, que tem o objetivo de crescer e de ter mais clientes, não só nas Américas, como também em África e em várias outras partes do mundo.

Quero começar por ouvir os tripulantes. Estou a programar visitas aos TTA de todas as bases e viagens a bordo dos nossos aviões, para conhecer a minha nova equipa, ouvir o que têm para dizer e ver como trabalham, podendo assim avaliar melhor as suas necessidades. 

Quero manter abertos os canais de comunicação entre mim e os tripulantes. Por isso, vou também responder a todas as questões colocadas através do linhadireta@tap.pt, quer por resposta direta, quer abordando as questões na rubrica mensal que vou passar assinar na newsletter What’s|UP dirigida ao PNC.


A sua experiência na British Airways é de muitos anos. De que forma é que vai ser útil para esta nova realidade da TAP?

Os meus anos na British Airways forjaram a minha forma de entender como funciona uma companhia aérea europeia. Entendo as companhias europeias e a mentalidade europeia, apesar de diversa entre os seus vários países. É toda uma forma de vida, é uma forma de focar que vai certamente ajudar-me muito. Ajudou-me muito a perceber a importância da multiculturalidade, porque foi na British Airways que aprendi a trabalhar com uma outra cultura. Passei os últimos 30 anos da minha vida a trabalhar com outra cultura. Acho que isso me enriqueceu muito e que, seguramente, me vai ajudar bastante a trabalhar com os portugueses.


Qual era a visão que tinha da TAP antes de aceitar o convite para este novo cargo?

A visão que eu tinha da TAP foi sempre a de uma grande empresa, a maior empresa europeia que tinha laços com o Brasil. Era sempre com muito carinho que eu via amigos e família a viajar para Portugal e a escolher a TAP como primeira opção, não só pelo idioma, mas especialmente pelo carinho e o amor com que as pessoas são acolhidas a bordo. Isso sempre me marcou.


Por fim, uma pergunta mais pessoal. Quem é o Paulo Barbosa? O que gostaria de dizer aos tripulantes sobre si?

O Paulo Barbosa é apaixonado pela aviação. Desde criança, eu gostava de ficar sentado no jardim da minha casa a ver os aviões a aterrar e a descolar. Adoro o sol, adoro este céu azul de Lisboa, adoro caminhadas. Isso é o Paulo Barbosa. É aquele que é apaixonado pela aviação e que adora olhar para o céu azul.