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Quando o canto ganha asas
​Helena Carvalho Pereira trabalha na TAP há 28 anos e concilia as funções de supervisora de cabina com o canto lírico. Concorreu para bordo respondendo a um anúncio no jornal, por sugestão de uma amiga e, com a mais-valia de dominar cinco idiomas e um bacharelato em turismo – entretanto transformado em licenciatura já a exercer funções na Companhia – a sua entrada foi um processo natural: "Fiz um percurso normalíssimo em termos de tripulante de cabine. Percorri todos os passos serenamente; à medida que a empresa me chamava eu correspondia, nunca deixei de o fazer. Comecei por ser assistente de bordo de médio curso, como todos nós, depois de longo. Depois fazemos o curso de chefia de Cabine e primeiro vamos para médio curso, depois para longo e finalmente Supervisora, que é o topo da carreira dum Tripulante de Cabine. Fui sempre fazendo e correspondendo ao que me era solicitado pela empresa, num percurso muito natural e sem percalços."
 
O PRIMEIRO VOO DE HELENA COMO SUPERVISORA DE CABINA.jpg
 O primeiro voo de Helena como Supervisora de Cabina

 
​O interesse pelo canto, refere, surgiu inconscientemente quando a mãe, raras vezes, cantarolava algumas canções de embalar. Aos 11 ou 12 anos descobriu a banda Queen e a voz de Freddie Mercury e começaram aí as cantorias sozinha na garagem – horas e horas, dias e dias a fio até ao ponto de se gastar o disco de vinil. Mais velha, começaram a surgir os primeiros convites para, em festas, cantar algumas músicas: "Sempre adorei música e músicos, ouvia-os com uma apaixonante devoção cada vez que tinha a oportunidade de ouvir algum ao vivo. Lembro-me do deslumbramento que era ouvir o Comandante Xico Gato a tocar o carrilhão de Mafra, o mundo parava ali, naquela torre sul do imponente Convento."

 
Já embrenhada no mundo da aviação, conheceu uma colega com um curso de composição da Escola Superior de Música: "Ela também cantava e eu percebi logo que aquela voz tinha 'escola' e cravei-a de perguntas: Onde estudaste? Como? Porquê? Quando? Ela, na altura, recomendou-me um coro e eu achei fantástico: um coro seria o ideal para os primeiros passos. Foi assim que entrei no Coral Lisboa Cantat, que tinha cerca de 27 vozes, mas que hoje já se transformou no Coro Sinfónico Lisboa Cantat, com cerca de 80 coralistas e atua com as principais orquestras do País, mais amiúde com A Orquestra Metropolitana de Lisboa ou com a Orquestra Sinfonietta de Lisboa. Entrei como coralista e fui, também, durante 10 anos, Presidente da Direção."
 
 
Helena numa atuação de animação de época com colegas músicos (cordas)
 
Mais tarde, Helena começou a ter aulas particulares de canto e, ao ver vários colegas ingressarem no conservatório, resolveu tentar a sua sorte. A idade, neste caso, foi um inconveniente – o Conservatório de Lisboa apenas aceitava estudantes até aos 26 anos: "Tive que entrar por transferência. Inscrevi-me na Academia de Amadores de Música durante um ano e depois pedi transferência, mas tive ainda que enfrentar uma audição. Na altura, já cantava também no Sintra Estúdio de Ópera e, por isso, acabei por fazer a audição com relativo à vontade." Helena conseguiu entrar e descreve os oito anos de aprendizagem como "maravilhosos, ricos e sumarentos, onde tive as disciplinas de História da Música, Alemão, Italiano, Canto, Práticas de teclado, órgão, Acústica, Música de Câmara, Composição e Formação Musical."

O seu percurso fala por si: fez parte do Coro Gulbenkian durante uma temporada e, hoje em dia, continua a fazer parte do Sintra Estúdio de Ópera do Maestro, Chefe de Cabina e Chefe da Instrução de Cabina, Miguel Anastácio. Esta associação, explica Helena, "recupera muita da música de compositores portugueses (principalmente dos séculos XVlll e XlX) que jaz esquecida nas principais bibliotecas nacionais."
 
 
A cantar na Missa da Aviação na Igreja do Coreto, em Lisboa, com o colega e Maestro Miguel Anastácio
 
Os locais onde já atuou não se contam pelos dedos das mãos: desde o Auditório Olga Cadaval ao Palácio da Ajuda, passando por várias Igrejas e auditórios – normalmente a convite das Câmaras Municipais – Helena tem já no seu currículo também atuações a convite da Orquestra Metropolitana de Lisboa e da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, o Centro Cultural de Belém, Teatro Trindade, Casino Estoril, Aula Magna, Casa da Música, entre outros.
Faz questão de referir que também canta em ambiente particular, "quando me convidam, para cantar nas festas de caráter social, em casamentos, em festas privadas. Canto também quando alguém dedica e oferece um Recital de música Clássica a alguém querido, num aniversário, numas bodas de prata ou de ouro. Também posso cantar num evento inaugural, empresarial, ou artístico, e também em funerais quando se quer tornar a última despedida dum ente muito querido, num momento mais solene e mais bonito."

 
 
Helena a atuar
 
Quando questionada sobre qual a atuação que mais a marcou, a escolha é difícil e os exemplos são vários: "Os 100 anos da Força Aérea em que o Chefe do Estado-maior, o General Luís Araújo, me convidou para cantar no concerto comemorativo dos 100 anos, no Auditório Gulbenkian, com a Orquestra da Força Aérea foi marcante, pois juntava ali as minhas duas vidas: Canto e Aviação. Cantar na Gulbenkian como Solista é sempre um marco, até porque cantei lá como coralista. Outra atuação que me marcou foi o convite da Orquestra Sinfonietta de Lisboa, com cerca de 70 músicos, onde fui Solista, lado a lado, com os maiores nomes da música clássica a nível nacional onde interpretámos a 'Fantasia Coral de Beethoven'." E acrescenta: "A minha primeira atuação a solo também me marcou muito: o Requiem de Fauré acompanhada ao piano e pelo Coro Sinfónico Lisboa Cantat, seguido pelas 'Lieder eines fahrendes Gesellen' de Gustav Mahler magistralmente interpretadas pelo conhecido barítono Armando Possante. Mas o momento mais emocionante da minha vida como cantora não foi a cantar, foi a ensinar o Maestro/tenor Plácido Domingo a melhorar a sua pronúncia de português no concerto que fez em Lisboa no Pavilhão Atlântico (em 2007). Foram cerca de duas horas de trabalho pois ele quis cantar 3 fados e o Português dele estava uma lástima. Ainda hoje somos grandes amigos."

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Helena com o Maestro/Tenor Plácido Domingo
 
A conciliação da sua carreira na TAP com a sua carreira de cantora lírica é, de acordo com a própria, simples: "Peço com a antecedência devida as folgas a que tenho direito para que coincidam com os meus concertos e ensaios gerais. Bastam dois dias, os outros ensaios vão calhando como podem, a uns falto, a outros não, e tudo se conjuga. Às vezes, quando vou ter um concerto e preciso mesmo de cantar/ensaiar, peço nos hotéis, quando estou fora, uma sala para esse efeito e normalmente o hotel não se importa e cede, até acham graça e os empregados escapam-se das suas tarefas e vão ouvir um bocadinho ... alguns colegas nossos também."

 
Em jeito de despedida, Helena recorda ainda um momento difícil que deixou marca: a música que compôs em homenagem a Bernardo Sasseti, irmão de Francisco Sasseti, amigo de Helena e alguém com quem trabalha com alguma frequência. A música, essa, foi escrita num voo. Ou, como a própria refere, “foi escrita no céu”.
 
 
Helena a cantar a música que compôs - letra e música - em memória de Bernardo Sassetti
 

 

 

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