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Blogues com Asas

 

A TAP é rica em pessoas. Todos os dias milhares de Colaboradores trabalham para que tudo aconteça, para que os aviões descolem e aterrem em segurança, para que os Clientes cheguem ao seu destino com um sorriso nos lábios, para que o dia termine com o sentido de dever cumprido.​

Mas, lá fora, não param e vão ainda mais longe. Na TAP há artistas, voluntários, chefs de cozinha, bailarinos, atletas… E há também bloggers. Esta é a nova rubrica da WHAT’S|UP. Periodicamente será dado destaque a um blogue da autoria de um Colaborador TAP. Elsa Fragata, Assistente de Bordo e autora do ‘Voar sem Escalas' é a primeira de muitos. Falámos com ela e ficámos a conhecer o seu projeto.

 

Fale-nos de si e do seu percurso. Quem é a Elsa Fragata? Há quanto tempo chegou à TAP? E porquê? Como tem sido o seu percurso na Companhia? O que sente pela sua profissão?

Elsa Fragata, 42 anos, Assistente de Bordo, mãe do Guilherme e do Francisco. Cheguei à TAP em 2000, por sugestão de uma amiga e colega, quando partilhávamos um projeto televisivo com fim anunciado. Candidatei-me no final de 1999 e entrei para terra (nessa altura não houve concurso para bordo). Trabalhei seis anos na área de Passageiros, Acolhimento e Check-in, depois dois anos na Placa, como Oficial, e em 2008 surgiu a oportunidade de ir para bordo onde estou desde então, nas nuvens! É um percurso muito variado, e, por isso, sem sombra de dúvida, muito enriquecedor e capaz de me dar uma visão muito coesa das várias áreas do trabalho que se faz na TAP. Digo muitas vezes que este nunca foi o meu sonho de criança, mas rapidamente se tornou uma das maiores paixões da minha vida. Não podia estar mais certa de que este é o meu lugar. Aqui eu sou feliz!

Como nasceu o ‘Voar sem Escalas’?

Quem me conhece sabe que gosto muito de uma boa conversa e ainda mais de uma boa história. O ‘Voar sem Escalas’ surge de uma vontade de longa data. Queria conseguir juntar a minha paixão pela escrita e pela fotografia com a curiosidade que sinto existir à volta da nossa profissão e da forma como nós, mulheres, nos mantemos numa profissão que nos mantém algum tempo fora de casa, com horários sem uma regra típica de 9h-17h quando temos filhos e marido em casa. E agora, mais ainda, que se fala muito das assistentes jovens e da dificuldade em chegar a este lugar. Eu sou a prova de que esta é uma área exigente, mas não impossível. Eu própria concorri cinco vezes, até conseguir! Custou, mas estou muito contente por nunca ter desistido.

Consegue perceber quem é o seu público mais fiel? Profissionais da aviação? Curiosos do tema? Clientes TAP também? Como é a interação com os leitores?

Apesar de já ter seguidores que não me conhecem e que nada têm a ver com aviação (são só curiosos), ao início as primeiras pessoas que começaram a seguir-me eram pessoas da minha área, profissionais de aviação que chegavam por colegas, amigos. Com o tempo, surgiram outros seguidores que são curiosos por este mundo, pelas viagens, por ver o mundo por uma perspetiva muito diferente da de um turista normal. Mas o melhor desta análise é que me deu a conhecer já muita gente nova, passei a conhecer blogues e perfis de gente muito interessante, ligada ou não à área da aviação, pessoas que me contactam para saber mais sobre a profissão e porque gostavam muito de entrar na TAP e pedem dicas e conselhos... E isso é super motivador para continuar a trabalhar no blogue e a partilhar a minha experiência de aviação.

O blogue está dividido em categorias – ‘Ó ELSA’, ‘MODO VOO’, ‘NIGHTSTOP’, ‘LADO B’, ‘DAY OFF’, ‘NA MINHA MALA’, ‘EM PORTUGAL’. Para quem navega no blogue, esta segmentação parece natural. Há um motivo para a ter feito desta forma? Qual?

Foi uma seleção natural, sim, pensei nas áreas que gostava de partilhar, as que eventualmente geravam mais curiosidade nos leitores e que ao chamar-lhes assim acabei por dar um nome às áreas da minha vida das quais tenho mais coisas para dizer, deste modo os nomes saíram naturalmente... Só com a área ‘Ó Elsa’ é que tive algumas reticências, mas rapidamente cheguei à conclusão que toda a gente me chama assim, mesmo sem perceber o cliché.

O blogue tem muita presença TAP. De que forma acha que o que escreve e mostra pode influenciar a perceção do que é a TAP, junto dos Clientes?

É inevitável que seja um blogue com muita presença TAP, porque para mim, não só a empresa é parte muito importante da minha vida como, há quase 20 anos que TAP é a minha aviação! Inicialmente, ao construir o projeto, havia dois caminhos possíveis, o de apresentar apenas a profissão com o dia-a-dia de um tripulante de cabine, aeroportos, destinos, ou um outro, em que mostrava a farda e companhia onde trabalho, os colegas que tenho, a realidade de mostrar a "camisola " que visto todos os dias. Mas o meu objetivo sempre foi que este fosse um projeto genuíno e, ao contrário do que pudesse parecer, não falar na TAP é que não seria algo genuíno porque faz parte da minha vida e é a minha realidade. Tenho muito gosto na família que se cria junto dos colegas, porque mesmo quando passamos tempo fora, longe das nossas famílias apoiamo-nos muito uns aos outros e que isso, apesar de ser só o espelho da verdade, demonstra o lado familiar e tão português que a TAP tem, para além de mostrar mais sobre os destinos para onde voamos e que nos podem transportar por todas as fotografias e artigos que coloque no blogue.

Sente-se apoiada pela Companhia na concretização deste projeto? De que forma?

À exceção do pedido de autorização para aparecer fardada nas fotografias, e poder falar dos nossos destinos, nada mais pedi à TAP. A TAP aparece como parte integrante e inevitável da minha vida, logo nunca esperei nada em troca e que o faço de cada vez que acho que faz sentido. Mas sempre que foi assunto junto do meu Diretor e da minha Chefia, não podia sentir-me mais apoiada do que sou, na realidade podiam simplesmente ter-me dado autorização (foi o que pedi!), mas houve um genuíno apoio e predisposição imediata para ajudar neste novo projeto e essa é uma das razões que me fazem sentir orgulho por ser uma das muitas caras da família TAP.

 

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