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“Estive num sítio mal compreendido, com uma fama que não corresponde à realidade, cheia de maravilhas históricas, naturais e gastronómicas, teria todo o gosto em partilhá-la convosco e com os meus colegas. Acho que as imagens que tenho podem falar por si.” (António Avelar)

António Avelar nasceu em Lisboa em 1988 e estudou Design. Viveu em São Paulo, onde trabalhou nessa área, e em Londres, onde fez o mestrado em branding. Regressou a Lisboa para seguir a carreira, mas a paixão pela aviação falou mais alto e encontrou a TAP, onde exerce atualmente funções de Comissário de Bordo. Continua a desenvolver a atividade de designer, mas assume que uma das suas maiores paixões é viajar, descobrir recantos do mundo que sejam únicos pelo seu capital humano, natural ou cultural.

Sobre a Etiópia, escreve:

A Etiópia é um país de contrastes e de muitas maravilhas com pouca visibilidade no exterior. É um exemplo único na região, com séculos de história, um país convertido ao cristianismo no século IV, origem de lendas e destino de expedições ao longo dos anos, que conta já com quinhentos anos de ligações a Portugal. É um país maioritariamente em altitude, com os seus grandes centros urbanos e principal fatia da sua população a viver acima dos dois mil metros de altitude. Isto proporciona o desenvolvimento de um habitat único também a espécies de fauna e flora que são endémicas apenas destas regiões.

A Etiópia é um país em rápido desenvolvimento, e embora deixe a desejar nalguns fatores de conforto ditados por alguns parâmetros "ocidentais", é surpreendentemente seguro e acolhedor. A sua história recente passa por uma tentativa de colonização italiana, uma ditadura que culminou com um genocídio atroz, uma crise de fome que atingiu fama mundial e, mais recentemente, um demonstrar de uma capacidade de desenvoltura sem precedentes nesta região, com o ultrapassar de todos estes traumas frescos e a entrada numa era de desenvolvimento e construção desenfreados e de aparente estabilidade política.

Em viagem, deparamo-nos com uma palete de cores em mudança constante, quase sempre com uma paisagem árida e rochosa a dominar. As cores surgem um pouco de todo o lado. Na comida, cuja componente forte e omnipresente é a injera, um género de panqueca feita com teff (um cereal que só cresce no corno de África) utilizada como base em praticamente todos os pratos da surpreendentemente deliciosa e variada cozinha etíope. Nas igrejas esculpidas a partir das montanhas, com frescos de séculos passados e onde ainda hoje se celebram cerimónias ortodoxas diariamente. Nos bajajs, idênticos aos auto-rickshaws indianos, azuis e barulhentos, muitas vezes decorados com ídolos de futebol europeu ou aviões da companhia aérea de bandeira, tida para muitos como um vetor do desenvolvimento recente e símbolo de qualidade do país. Nas mulheres, com os seus penteados intrincados e vestes de algodão e linho bordadas com as cores nacionais. Nas bancas à beira da estrada, recheadas de abacates e bananas. Nas paredes únicas de Harar, cidade que se autointitula a quarta mais sagrada do Islão e um oásis muçulmano na Etiópia, onde se alimentam hienas à mão. Nas cores do deserto de Danakil, uma depressão geográfica situada na convergência de três placas tectónicas e com uma atividade geológica constantemente elevada (um prémio àqueles que aguentam os quatro dias de viagem sob um sol abrasador, sem casas de banho, eletricidade e outras comodidades básicas). Este  lugar, para mim o destaque absoluto desta viagem, onde podemos ver cristais de sal resultantes do início da formação do leito oceânico, dormir em crateras de um vulcão em erupção e assistir de perto à resiliência dos trabalhadores das minas de sal, só pode ser descrito por palavras como 'inacreditável' ou por longos silêncios contemplativos.

Veja aqui a fotogaleria de António Avelar.

 

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