Sign In
Destaques; WHAT'S!UP Flight Crew
Insider Information

 

Hugo Oliveira tem 35 anos e é comandante sénior na Portugália, onde começou a sua carreira em 2005.

Amante de viagens – condição feliz para quem tem esta profissão – tem 84 países numa lista que só promete aumentar. Partilha aqui o seu testemunho sobre a Mongólia na primeira pessoa.

“Sain baina uu”. 

Três palavras que querem dizer “olá” em mongol e que farão toda a diferença. Os mongóis são um povo extremamente hospitaleiro e não precisam de muito para abordarem um forasteiro. Sem estranheza, sendo o país com a menor densidade populacional do mundo (2.9 milhões de habitantes, mais de metade dos quais budistas, para 1.6 milhões de quilómetros quadrados), aqui não se deixa passar a oportunidade para uma boa conversa.

Ulaanbataar é capital e porta de entrada para a terra de Genghis Khan, que no séc. XIII conquistou metade do planeta até então conhecido, e a sua presença está por todo o lado. E não estranhe se encontrar uma estátua de um astronauta. Os mongóis farão questão de lhe contar tudo sobre a ida de um dos seus ao espaço pela mão da então União Soviética, que ainda deixou por lá o alfabeto cirílico e algumas joias arquitetónicas em que vale a pena reparar.

Esta é também a capital mais poluída do mundo, não pela sua forte industrialização mas pelo movimento migratório massivo que nos últimos anos fez os jovens abandonarem a ruralidade e tentarem a sua sorte nesta cidade cheia de oportunidades, onde a internet é completamente aberta (ao contrario dos vizinhos China e Rússia) e onde, a cada esquina, se encontra um café acabado de inaugurar. Infelizmente trouxeram com eles o modo de vida nómada e se na imensidão das estepes um forno a lenha não tem impacto no ambiente, aqui, onde os seus gers (tendas redondas que lembram pequenos circos) se apinham à volta da cidade, nota-se bem o ar pesado e cinzento com que começa o dia, depois de uma noite fria, como são quase todas.

Para conhecer a Mongólia é imperativo sair do conforto da cidade. Sem medo, o país é seguro e servido por uma rede rodoviária em razoável estado, mas ficará mais confortável se alugar um todo-o-terreno, afinal as melhores vistas raramente estão junto à estrada.

Lembra-se de lhe falar dos gers? É neles que vai pernoitar. Não espere hotéis convencionais fora das grandes cidades. Terá que partilhar casa de banho e, isto é importante, escolha uma tenda que fique perto. Vai agradecer-me quando tiver que sair do calor do seu ger a meio da noite com a neve a cair e o vento a soprar. E não tranque a porta, umas horas antes de o dia começar, o pessoal do acampamento voltará a abastecer o forno do seu ger para que acorde “warm and fuzzy”.

Se, como eu, não conseguir dizer que não a uma refeição carnívora e bem temperada, vai adorar a Mongólia. Comece com buuz, pastéis de massa tenra de borrego com alho e, de seguida, entregue-se ao makh. É uns dos pratos mais tradicionais da Mongólia, estufado de carneiro com batata. Mas nada bate o popular sholte khool, uma variação da gulash, outra herança soviética. E para comer biológico basta… comer. Estamos na Mongólia, os animais pastam livremente por aqui.

Não deixe de visitar o deserto de Góbi com a ajuda de um camelo, que não terá muitas oportunidades de ver no seu habitat. Ao contrário do seu muito mais popular primo dromedário, de uma bossa, este tem duas, o que torna o seu dorso muito mais confortável. Já Marco Pólo achou o mesmo quando por lá andou.

Se a fotografia é a sua paixão, não pode mesmo deixar de fazer coincidir a sua viagem com o Festival Naadam. São três dias de luta livre, tiro com arco, corridas de cavalos e caça com águias. Mais do que um festival de jogos (naadam) é um festival de cor cheio de sorrisos, música e claro, muita vodka.

Mas acredito que a palavra que melhor descreve o que vai ver é: vastidão. Estepes sem fim.

Maravilhosas estepes sem fim.

 

22 abril 2019

Clique para abrir

11 dezembro 2018

Clique para abrir

09 novembro 2018

Clique para abrir

04 outubro 2018

Clique para abrir

07 setembro 2018

Clique para abrir

07 agosto 2018

Clique para abrir

05 julho 2018

Clique para abrir

20 junho 2018

Clique para abrir

06 junho 2018

Clique para abrir

07 maio 2018

Clique para abrir

13 abril 2018

Clique para abrir

05 março 2018

Clique para abrir

20 fevereiro 2018

Clique para abrir

05 fevereiro 2018

Clique para abrir

22 janeiro 2018

Clique para abrir

08 janeiro 2018

Clique para abrir

22 dezembro 2017

Clique para abrir

07 dezembro 2017

Clique para abrir

24 novembro 2017

Clique para abrir

20 novembro 2017

Clique para abrir

10 novembro 2017

Clique para abrir

27 outubro 2017

Clique para abrir

13 outubro 2017

Clique para abrir

29 setembro 2017

Clique para abrir

15 setembro 2017

Clique para abrir

01 setembro 2017

Clique para abrir

31 julho 2017

Clique para abrir

21 julho 2017

Clique para abrir

17 julho 2017

Clique para abrir

07 julho 2017

Clique para abrir

28 junho 2017

Clique para abrir

23 junho 2017

Clique para abrir

12 junho 2017

Clique para abrir

02 junho 2017

Clique para abrir

26 maio 2017

Clique para abrir

12 maio 2017

Clique para abrir

08 maio 2017

Clique para abrir

28 abril 2017

Clique para abrir

13 abril 2017

Clique para abrir

31 março 2017

Clique para abrir

17 março 2017

Clique para abrir

03 março 2017

Clique para abrir

17 fevereiro 2017

Clique para abrir

02 fevereiro 2017

Clique para abrir

05 janeiro 2017

Clique para abrir

22 dezembro 2016

Clique para abrir

08 dezembro 2016

Clique para abrir

24 novembro 2016

Clique para abrir

10 novembro 2016

Clique para abrir

27 outubro 2016

Clique para abrir

13 outubro 2016

Clique para abrir

04 outubro 2016

Clique para abrir

29 setembro 2016

Clique para abrir

15 setembro 2016

Clique para abrir